Experiência
O design como indústria, não como gosto
Um prêmio, um museu e uma cadeia de empresas: dois dias em Milão para entender como um país constrói um sistema de design e como o governa, em vez de apenas ter bom gosto.
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Ficha
- Dias
- 2
- Cidade
- Milão
- Época recomendada
- o ano todo a partir de 8 de janeiro; abril é o mês do Salone del Mobile
- Grupo
- de 10 a 20 participantes
- Idioma das visitas
- italiano; as visitas com mediadores do ADI Design Museum vêm incluídas no ingresso às segundas e aos sábados
- Preço
- Sob orçamento
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Roteiro dia a dia
Dia 1 — O prêmio como infraestrutura
De manhã, ADI Design Museum, na Piazza Compasso d'Oro. O museu nasce em torno da coleção do Compasso d'Oro, o prêmio que desde 1954 define o que é design industrial italiano e o que não é. Olha-se o prêmio como mecanismo: quem o concede, com que critérios, o que acontece com uma empresa que o ganha. À tarde, sessão de trabalho de duas horas e meia. Cada equipe escolhe uma peça premiada e reconstrói a cadeia que a tornou possível: quem fabrica os componentes, quem monta, quem distribui, onde está a margem.
Dia 2 — Do museu à vitrine
De manhã, Triennale di Milano. O museu do design italiano como instituição pública: observa-se o que uma cidade decide expor de forma permanente e que relato constrói de si mesma.
À tarde, caminhada de trabalho pelo Quadrilatero, duas horas. Não é ir às compras e convém dizer antes: é observar como as mesmas peças vistas no museu de manhã são apresentadas, precificadas e defendidas na rua. Toma-se nota de vitrines, equipe, tempos de espera e políticas de acesso. Fechamento, uma hora e meia. Cada equipe apresenta sua hipótese sobre uma só pergunta: o que uma marca brasileira de design teria de fazer para entrar naquela rua, e quanto lhe custaria.
O que se visita
| Lugar | O que é | Situação |
|---|---|---|
| ADI Design Museum, Milão | Museu da coleção do Compasso d'Oro, aberto todos os dias menos sexta | Reservável |
| Triennale di Milano | Museu do design italiano, instituição pública | Sob solicitação |
| Quadrilatero d'Oro | Caminhada de trabalho na rua; não é uma visita de empresa e não a apresentamos como tal | Sob solicitação |
O que inclui e o que não inclui
Inclui: entrada e visita ao ADI Design Museum, entrada na Triennale, a caminhada de trabalho guiada, quatro horas de sessões de trabalho, os materiais, uma pessoa do Istituto com o grupo e a declaração de participação.
Não inclui: voo, deslocamentos, hospedagem, alimentação, transporte urbano, seguro pessoal de viagem.
A época, e por quê
Milão funciona o ano todo a partir de 8 de janeiro. É uma cidade de negócios e as visitas são sob teto. Antes de 8 não.
Nunca numa sexta-feira: o ADI Design Museum fecha às sextas.
Abril é o mês do Salone del Mobile, a semana em que a cidade mostra o design no seu estado natural, com eventos espalhados por todos os bairros. É também a semana em que a hospedagem custa mais e se reserva com meses de antecedência: é uma decisão que se toma no orçamento, com os dois cenários à vista.
Evita-se agosto.
Logística e capacidade
Todo o roteiro está em Milão e se move em transporte urbano. O ADI Design Museum é cashless: não aceita dinheiro em espécie, e para um grupo estrangeiro isso é informação prática, não um detalhe. O grupo recomendado é de 15 pessoas: é o tamanho com que uma visita guiada se ouve inteira. Acima de 20 o grupo se divide em duas visitas, o dia se alonga e o custo por pessoa não baixa.
Coberturas
O programa inclui uma apólice de acidentes e responsabilidade civil por toda a estadia. As importâncias seguradas, a seguradora e o número da apólice são publicados na contratação e anexados ao contrato; enquanto isso, pedem-se por escrito, com resposta em dois dias úteis.
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Vamos falar deste percurso
Respondemos em dois dias úteis com as datas, o programa dia a dia e o orçamento.